Uma admiração marcada na pele em: 07/09/2009
Para a Immigrant o grande segredo de manter um trabalho por tantos anos está diretamente ligado ao carinho de tantas pessoas que já prestigiaram e ainda prestigiam os shows renovando a cada dia a cara de um público cada vez mais fiel. Todos são muito importantes desde os que vestem as camisas do Pink Floyd, Led Zeppelin e Deep Purple, os que hoje não usam as camisas mas que na veia corre a sintonia do mesmo estilo musical, os que usam a camisa da banda como se fosse a do seu clube de futebol, os que guardam as lembranças como cartazes, folders, ingressos, bandanas, baquetas, palhetas etc.. e os que criam outras formas de manter a lembrança de um show.
Um deles é o Cleyton Machado que após um show da Immigrant levantou a camisa e nos mostrou a tatuagem do símbolo da banda nas costas. Aquilo nos impressionou e pedimos que ele nos passasse uma descrição do que o levou a chegar até essa decisão e ele nos escreveu o seguinte:
"Muito se tenta dizer sobre adolescência, e quando penso no que representou a minha, a defino como “uma fase de buscas e descobertas – não necessariamente nesta ordem”. É uma busca incessante por aquilo que realmente faça sentido, que nos coloca em outro nível de contato com este mundo – pelo menos naquele momento. Não é a toa que a música é tão presente. Nessa fase nada se faz ou se pensa sem uma trilha sonora. E este mundo novo me foi apresentado diante de um palco. A princípio me senti um intruso em meio a toda aquela gente que parecia saber exatamente onde estava. Não sabia exatamente o que esperar, mas havia muita expectativa no ar, pessoas apareciam de todos os lados, se cumprimentavam ansiosas, comparavam músicas e músicos que eu nem fazia ideia que existiam. À medida que as luzes se apagaram as vozes se agigantaram. Os movimentos individuais deram lugar a um clamor uníssono. Ahhhhh, ahhhhh! We come from the land/ Of the ice and snow/ From the midnight sun/ Where the hot springs blow. O pulsar da bateria e os acordes da guitarra correndo nas veias de toda aquela gente acabaram com as minhas dúvidas. Já não me sentia um forasteiro. Na verdade a Banda Immigrant foi o meu portal de entrada daquele ritual de iniciação para um mundo que finalmente começava a fazer sentido. O som, as luzes, a vibração, percebi que aquele momento não poderia passar incólume. Algo precisava ficar registrado na pele – assim como ficaria pra sempre na memória. Afinal de contas, todo ritual de passagem necessita de símbolos."
Obrigado Cleyton!!!! IMMIGRANT
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